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Super Mario Bros 3 se passa no teatro e isso faz todo o sentido!

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A recente confirmação do que era até então uma teoria de fã de que o enredo de Super Mario Bros 3 se passava em uma peça de teatro pelo criador da série, Shigeru Miyamoto pegou muita gente de surpresa. Mas saibam que, no contexto do enredo da trilogia do Super Mario Bros para NES, essa afirmação faz todo o sentido. A ponto de ser essencial para entender toda a série.

Para explicar, vamos primeiro analisar o jogo que funciona como um prólogo (ironicamente, um termo teatral) para a série. O jogo é “Mario Bros” lançado em 1983, para fliperama.

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Nesse jogo, Mario e Luigi são encanadores responsáveis pelo controle de pragas que estão aparecendo nos esgotos de Nova York. Longe do futuro nobre de herói resgatador de donzelas, os irmãos ocupam a mente apostando quem mata mais pragas em menor tempo. Um jogo despretensioso que foi retratado com simplicidade nos fliperamas.

Pulando para 1985, Super Mario Bros nos mostra que, após entrar em um dos canos de esgoto, os heróis são transportados para o mundo mágico do Reino do Cogumelo, que no momento está sendo atacado por King Koopa, ou Bowser, como o conhecemos. Sem muitas preocupações políticas ou militares, nossos heróis partem em defesa do reino que acabaram de conhecer.

 

Claro que os irmãos conseguem percorrer o caminho até o castelo de King Koopa, libertando a Princesa Toadstool (que provavelmente foi sequestrada para forçar um tratado de rendição com o reino Cogumelo) acabando com a guerra. E o que acontece após a libertação? Nada!

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Tudo que a princesa comenta é um “muito obrigado (nome do irmão que a resgatou)” e nada mais, uma mensagem aparece mostrando que o jogo oferece a opção de escolher que mundo jogar agora. Sobre o enredo, nada é esclarecido. Deixando uma ponta para o próximo jogo. Agora as coisas começam a ficar complicadas…

Em 1986 saiu no Japão a sequência oficial do primeiro jogo, com a mesma engine, gráficos levemente melhorados, mas com o enredo exatamente igual e com a jogabilidade muito mais difícil, parecendo mais com os DLCs de hoje em dia do que uma sequência oficial.

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Após seções de testes de marketing do jogo nos EUA resultarem em respostas negativas, tentando evitar um desastre no lançamento global do jogo e colocar em risco a produção da série toda, a Nintendo, em 1988, fez uma adaptação do jogo Yume Kōjō: Doki Doki Panic com personagens da série, enquanto o Mario 2 japonês foi lançado como “Super Mario Bros. Lost Levels”.

 

O problema é que o jogo, apesar de interessante, não fazia o menor sentido no universo criado pela série. Então é mostrado no final do jogo que todos os eventos do jogo não passam de um sonho na mente de Mario. Sem muitas explicações sobre a vida de Mario além de que, bem, ele tem uma cama e um gorrinho do uniforme de sua empresa.

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Lançado em 1988, a terceira edição da série chega as prateleiras e agora sabemos oficialmente que o jogo se passa todo como um espetáculo de palco com um toque Broadway, com final cênico com direito a piadinha sobre o passado da série. Então sobra a dúvida, o que de fato aconteceu aos nossos heróis?

Ao que tudo indica, após a vitória do Reino Cogumelo na guerra contra Bowser, nossos heróis retornam a suas casas com nada além dos agradecimentos da princesa e talvez com as moedas de ouro colecionadas pelo caminho. Reparem inclusive que durante os dois jogos, o Rei Toadstool não aparece. Pois provavelmente nossos heróis sequer chegaram a conhecê-lo. Mario e Luigi são homens simples com um trabalho pacato que, um dia, caem em um mundo mágico e conseguem mudar o rumo de todo um reinado.

A vida de nossos heróis nunca seria mais a mesma. Em todos os anos se arrastando pela mediocridade de uma vida comum, apenas durante a guerra foi quando nossos encanadores, de fato, viveram. E não é a toa que Mario queira recriar essas aventuras, mesmo que com alguma liberdade criativa, em sonhos e depois numa peça de teatro.

 

É claro que os heróis não suportariam o peso da vida comum de novo e desejam o reino mágico de volta, e em Super Mario World conseguem de fato voltar, porém caindo na Terra dos Dinossauros. Descobrem que a princesa fora novamente sequestrada, dando início a uma nova aventura para, nunca mais, voltarem ao mundo real novamente.

E vocês o que acham? Se uma vez na vida participassem de uma aventura inesquecível, conseguiriam voltar para o mundo real e retornar a uma vida pacata e sem aventuras, não tentariam de todo modo voltar a viver com emoção? Não se esqueçam de comentar.

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